O momento de fazer o ultrassom é um dos mais aguardados da gestação, pois é quando é possível ver pela primeira vez o corpinho do bebê em desenvolvimento dentro do ventre. Entre eles está o exame de ultrassom morfológico, que é totalmente seguro para a mãe e para o bebê.
Além de detectar o gênero da criança, verificar seu peso e tamanho, outra finalidade desse exame é identificar a presença de algum tipo de problema no desenvolvimento fetal.
Para entender quais são as doenças que podem ser descobertas com esse exame, quando e como ele deve ser feito, não deixe de continuar com a leitura.
Para que serve o ultrassom morfológico?
O ultrassom morfológico (também conhecido como ultrassonografia morfológica ou USG morfológico) consiste em um exame de imagem que tem como objetivo visualizar o bebê no útero com o uso de ondas de som de alta frequência.
Ele tem como finalidade identificar em qual fase do desenvolvimento o bebê está, além de verificar detalhes dos órgãos internos do feto e observar se há a existência de algum tipo de problema.
Trata-se de um exame completo, onde é possível identificar cerca de 90% das malformações.
O exame analisa o desenvolvimento das mãos, pés, pernas e braços. Ainda verifica se os ossos da coluna, fêmur e outros estão de acordo com a idade gestacional e se encontram alinhados corretamente, bem como demonstra a presença do osso nasal e do quinto dedo na mãozinha do bebê.
Em relação ao coração do bebê, durante o exame já é possível visualizar as quatro câmaras do coração e se elas estão abrindo e fechando corretamente. Também é possível verificar os batimentos cardíacos e se as artérias e veias principais estão se desenvolvendo de forma normal.
O médico ainda analisa a presença dos rins e se a urina está se encaminhando para a bexiga de maneira adequada.
Outras características analisadas são a o formato e medida da cabeça fetal, bem como se há a fenda labial, quando o lábio superior do bebê está dividido em dois.

Ainda é observado se o cordão umbilical está enrolado no pescoço, o que não é motivo para preocupação.
É possível identificar o gênero do bebê?
O exame também permite verificar o gênero do bebê, isso se a posição em que ele se encontra permitir.
Pode ser que, a princípio, não seja fácil identificar corretamente as imagens, mas o médico irá orientar os pais para que eles consigam distinguir o rosto e também alguns órgãos do bebê.
É durante esse exame que são feitas as fotos do bebê por meio de imagem 3D e 4D.
Os tecidos do corpo do bebê apresentam um tom acinzentado e irregular e todos os ossos vão ser mostrados em branco na tela.
Ao analisar o estômago, a imagem mostra uma bolinha escura. Isso é normal e acontece porque ele está cheio do líquido amniótico que foi engolido pelo bebê.
Outro importante aspecto revelado por meio do ultrassom morfológico é a quantidade de líquido amniótico na placenta e a posição em que ela se encontra. Caso esteja mais baixa do que o normal (ou seja, próxima a entrada do colo do útero), isso é classificado como placenta prévia.
Na maioria dos casos, a placenta acaba mudando de lugar sozinha, o que possibilita o parto vaginal. Quando o parto está próximo, um novo exame é necessário para verificar se isso aconteceu ou não.
Doenças que podem ser identificadas no exame
Como o objetivo do ultrassom morfológico é fazer uma avaliação detalhada da anatomia do feto, ele pode detectar mais facilmente a ocorrência de alguma doença ou possível malformação, entre elas:
- Fissura no céu da boca ou palato (lábio leporino);
- Defeito na coluna;
- Acumulo de água no cérebro (hidrocefalia);
- Ausência de uma parte do cérebro;
- Má formação dos membros, cardíaca e dos rins;
- Defeito no músculo que divide o abdome do tórax (hérnia diafragmática);
- Síndrome de Down.
A Síndrome de Down é detectada por meio da translucência nucal. Porém, é muito comum que detecções positivas sejam um falso alarme. Além disso, o exame é capaz de identificar um aborto espontâneo ou casos de gravidez ectópica e molar.
É importante lembrar que as chances de algum problema ser identificado são bem raras e, caso o exame detecte alguma doença, o diagnóstico precoce é fundamental, pois consiste em um grande diferencial.
Quando o ultrassom morfológico é normal, é muito provável que o bebê nasça sem nenhum tipo de problema mais grave.
No caso de algum tipo de anormalidade ser identificada, geralmente o exame será repetido e a gravidez recebe um acompanhamento mais cuidadoso para verificar se tudo está bem ou se é necessário realizar exames complementares.
Quando se deve fazer o ultrassom morfológico?
O recomendado é que o ultrassom morfológico seja feito no segundo trimestre da gestação, entre 18 e 24 semanas. Esse período é ideal para avaliar o andamento do desenvolvimento fetal, bem como identificar a existência de uma possível síndrome ou má formação.
Também é possível realizar essa ultrassonografia durante o primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas. Porém, como nessa etapa o bebê ainda não está muito bem desenvolvido, há a possibilidade de os resultados obtidos não serem muito precisos.
Por esse motivo, muitas vezes os médicos optam pela ultrassonografia intravaginal nessa fase.
Entre 33 e 37 semanas é feito mais um ultrassom, o que permite verificar a posição do bebê e da placenta. Durante toda a gestação, são realizados de três a quatro ultrassons morfológicos.
Qual o valor do exame?
O exame custa entre R$ 100,00 e R$ 200,00. O que varia conforme a clínica ou laboratório onde é realizado. Em geral, a maioria dos convênios cobre o custo desse exame, que dura entre 20 e 50 minutos.
Além disso, o SUS (Sistema Único de Saúde) fornece cobertura integral dos exames de ultrassom durante a gestação desde o ano de 2010, o que inclui o ultrassom morfológico.
Como é feito o ultrassom morfológico 1º trimestre?
O exame no primeiro trimestre pode ser feito por via abdominal. Porém, há vezes em que pode haver o complemento por meio do ultrassom transvaginal, o que possibilita uma maior qualidade da imagem.
No exame é feito a medição da translucência nucal, que permite identificar se há algum risco de o bebê apresentar algum tipo de síndrome genética.
A gestante se posiciona deitada com o abdômen para cima. Em seguida, é aplicada uma pequena quantidade de gel sobre a pele e o médico então desliza o transdutor com suavidade pela área que será analisada.
O dispositivo então captura as ondas sonoras, que são emitidas por todo o útero, o que inclui os movimentos do bebê. Os ecos se transformam em imagens e são exibidas no monitor para que o médico possa analisá-las.

Para que determinadas estruturas sejam visualizadas com uma nitidez, pode haver a necessidade de fazer uma pressão leve, que não prejudica o bebê nem a mãe.
Não há nenhum tipo de contraindicação para a realização desse exame.
Como é ultrassom morfológico no 2º trimestre?
No segundo semestre da gestação, a ultrassonografia morfológica deve ser feita por todas as gestantes, preferencialmente com 22 semanas. Além de avaliar com mais precisão o peso e posição do feto, também avalia o líquido amniótico, cordão umbilical e a maturação da placenta.
A formação de diversos órgãos, estruturas ósseas e cerebral, além dos batimentos cardíacos e formação da genitália também serão observados. É nesse momento onde será possível identificar os riscos de o bebê ter Síndrome de Down e de ter um parto prematuro.
Alguns tipos de anormalidades já podem ser verificados, como a fenda lábio-palatina ou defeitos cardíacos, por exemplos. No caso de alguma alteração significativa, pode ser necessário o acompanhamento especializado ou até mesmo ser feita uma cirurgia antes do nascimento.
O que é avaliado no ultrassom no 3º trimestre?
O ultrassom no terneiro semestre é feito entre 28 e 32 semanas, sendo ele fundamental para as grávidas. Com auxílio de um doppler colorido, é feita uma avaliação tridimensional no feto. Também é medido o fluxo sanguíneo e artérias uterinas.
A finalidade principal de fazer o ultrassom nesse momento é verificar se há algum tipo de malformação, dando ênfase no desenvolvimento cardíaco, musculoesquelético e da face do bebê.
O médico ainda verifica se o feto está recebendo a quantidade adequada de oxigênio e, no caso de uma gravidez múltipla, se os bebês estão com o peso em concordância.
Existe preparação a realização do exame?
Em geral, não há a necessidade de fazer qualquer preparo especial para o exame de ultrassom morfológico.
O indicado, porém, é que a gestante esteja com a bexiga cheia e por isso, o médico pode indicar que ela tome água antes de realizar o exame e evite fazer xixi. O motivo é porque isso contribui para que as imagens fiquem melhores.
Como o exame é demorado, pode acontecer de a gestante sinta desconforto e falta de ar por conta da compressão do abdome. Caso isso ocorra, o médico deve ser avisado para que a posição seja mudada.
Também é recomendado que a gestante esteja acompanhada pelo parceiro ou familiares. Isso porque, caso alguma alteração seja verificada durante o exame, ela possa receber o apoio da família. Isso sem falar que visualizar o bebê é um momento de interação com as pessoas queridas.
Qual a diferença do ultrassom morfológico para o obstétrico?
É comum que esses dois exames sejam confundidos, mas há diferença entre ambos. No caso do exame morfológico, ele apresenta uma maior qualidade de imagem e de detalhes em relação ao ultrassom obstétrico, possibilitando uma melhor avaliação do feto.
Isso faz com que seja um exame mais completo que o ultrassom obstétrico, pois pode fazer uma análise mais completa do desenvolvimento do bebê.
É bom ressaltar que o ultrassom não faz o uso de radiação, sendo por isso seguro para o bebê.
Porém, é fundamental que o excesso de exames seja evitado, já que isso pode atrapalhar o desenvolvimento fetal devido ao uso de um tipo de energia que pode ser prejudicial em excesso.
Como foi explicado, o ultrassom morfológico é essencial para observar o desenvolvimento do bebê e tratar possíveis problemas. Por isso, ele deve ser realizado assim como os demais exames pré-natais solicitados pelo médico.
Como o médico consegue estimar o peso do bebê no ultrassom?
O peso de bebê avaliado pelo médico consiste apenas em uma estimativa, que é feita com base nas pedidas que são feitas durante o ultrassom morfológico. As medidas incluem a circunferência cefálica (tamanho da cabeça), comprimento do fêmur e circunferência abdominal.
O tamanho também é estimado por meio dessas medidas a partir do segundo semestre da gestação. As medidas variam de um bebê para outro, já que cada criança tem uma medida, sendo umas mais baixas e outras mais altas.
Conforme são feitas as medições, a tela pode revelar a idade gestacional e também a data prevista de parto. As datas podem se mostrar um pouco diferentes do que foi feito pela mãe, o que acontece apenas porque o bebê está abaixo ou acima da média nesse período, o que é normal. Porém, isso não quer dizer que haverá mudanças na data prevista para o parto.
Resultados exames
Após o exame, os resultados são colocados junto com outros dados, como a idade da mãe, por exemplo, que consiste em um fator de risco. Em seguida, é levado para um laboratório, onde são feitas as associações necessárias e realiza o cálculo da porcentagem de risco de haver algum tipo de doença genética.
Os resultados levam cerca de uma semana para ficarem prontos.

De acordo com os médicos, a precisão dos exames é de cerca de 80%. Por esse motivo, no caso de alguma alteração ter sido encontrada, é importante lembrar que o ultrassom morfológico pode apresentar falsos positivos e falsos negativos.
Desse modo, o obstetra pedirá que um exame específico seja realizado para que assim se possa detectar ou descartar algum resultado.
Como foi explicado, o ultrassom morfológico é essencial para observar o desenvolvimento do bebê e tratar possíveis problemas. Por isso, é importante que ele seja realizado, assim como os demais exames pré-natais que são solicitados pelo médico.
Referências
tuasaude.com/ultrassom-morfologico
fetalmed.net/exame/morfologico-de-1o-trimestre
trocandofraldas.com.br/ultrassom-morfologico
danonebaby.com.br/saude/importancia-ultrassom-morfologica
brasil.babycenter.com/a25008305/ultrassom-morfol%C3%B3gico
dicasdemulher.com.br/a-importancia-do-ultrassom-morfologico
greenme.com.br/viver/saude-e-bem-estar/5836-quando-fazer-ultrassom-morfologico-o-que-preciso-saber
mulherdescomplicada.com.br/descomplicando-ultrassonografia-morfologica-do-segundo-trimestre
minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/18789-ultrassonografia-morfologica-fetal-de-terceiro-trimestre